Como a Nutrição pode contribuir para a qualidade de vida da criança com transtorno do espectro autista

O autismo é um transtorno do desenvolvimento, ou distúrbio do neurodesenvolvimento, que se manifesta precocemente, sendo observado já na primeira infância. Se caracteriza por um déficit na interação social, expresso pela inabilidade em relacionar-se com o outro e, normalmente, combinado com dificuldades de linguagem comportamental, padrões de comportamento estereotipados e repetitivos e deficiências sensoriais.

Estudos atuais sugerem que o autismo é um distúrbio multifatorial, no qual fatores de cunho genético interagem com fatores ambientais. Sendo assim, a exposição a toxinas, viroses, metais pesados, antibióticos e alterações imunes inatas podem agir sobre a predisposição genética desse indivíduo. Em relação a nutrição, algumas características observadas nos indivíduos com autismo podem influenciar na alimentação.

Esses indivíduos apresentam uma hipersensibilidade alimentar, que pode propiciar a seletividade alimentar, relacionados aos sabores, texturas e cores, com um repertório de alimentos muito limitado, preferências alimentares rígidas, resistência a alimentos novos e, por vezes, dificuldade em misturar os alimentos ou colocá-los no mesmo prato.

Tais comportamento contribuem para uma alimentação monótona, podendo comprometer o estado nutricional, relacionado à carência de múltiplos nutrientes e, além disso, podendo levar à obesidade.

Outra característica que impacta na alimentação são as dificuldades na habilidade de comunicação, que podem dificultar à criança de expressar necessidades como fome, saciedade, e até mesmo, desconforto.

Além disso, é muito comum que indivíduos com autismo apresentem alterações intestinais, com baixa produção e atividade de enzimas, crescimento alterado da microbiota intestinal e aumento da permeabilidade intestinal, comprometendo a absorção de nutrientes e promovendo dor e desconforto que podem refletir no aumento da frequência de alguns comportamentos como movimentos repetitivos e estereotipados, irritabilidade e agressividade.

Sendo assim, os benefícios da nutrição no autismo são enormes e diferentes para cada indivíduo. Alguns estudos apontam melhoras como: maior contato visual e concentração, menor frequência de movimentos repetitivos, melhora da linguagem, dentre outros. Tais melhoras são observadas quando a alimentação está adequada às características apresentadas pelo indivíduo, após avaliação alimentar e comportamental realizada por nutricionista , pois cada indivíduo com autismo é único e exibe alterações diferenciadas que devem ser levadas em consideração na elaboração da sua alimentação.

Com carinho,

Quando Eu Crescer Brasil…

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