Síndrome de Burnout Materno – Parte 1

Você já ouviu falar sobre a Síndrome de Burnout parental ou materno? Provavelmente não, mas talvez você já tenha escutado falar sobre a Síndrome do esgotamento emocional, cuja principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. O Burnout materno seria uma síndrome “prima” onde presenciamos nas mães um desgaste caracterizado por uma exaustão exacerbada relacionada ao seu papel.

A chegada de um bebê traz consigo muitas alegrias e muitas angústias também. Cuidar de um ser humano tão pequeno, indefeso e altamente dependente traz inúmeros desafios. Não importa se você planejou ou não sua gravidez; se você é mãe de primeira, segunda ou terceira viagem; se é mãe solo ou acompanhada; se trabalha fora ou se tem rede de apoio. Os desafios estarão presentes e você não dará conta de tudo. Você também é um ser humano, imperfeito, com medos e incertezas. E tá tudo bem!

Acontece que no imaginário social, as mães são vistas como superpoderosas, capazes de saber exatamente tudo o que filho precisa. A ideia de supermãe e super mulher vem carregada de pressões internas. Pois elas precisam dar conta, muitas vezes sozinhas, dos papeis de mãe, esposa, funcionária ou empreendedora, gestora da casa e tantos outros. No entanto exercer tantos cargos assim pode terminar em um esgotamento físico, emocional e cognitivo.

A Síndrome de Burnout materna é decorrente do estresse crônico das mães. Ela se manifesta através da perda no prazer em exercer a função materna; da sensação de não estar mais no controle da própria vida por causa dos filhos. Além de sintomas como tristeza, ansiedade, apatia, irritabilidade, sensação de fracasso em níveis mais elevados.

Quer saber mais? No próximo post teremos mais informações sobre a Síndrome de Burnout Materno…

Texto escrito por Larissa Assis, especialista em psicopedagogia e psicologia cognitivo comportamental.

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